Alopecia feminina: o que é, principais tipos e como tratar

Alopecia feminina: o que é, principais tipos e como tratar

A alopecia feminina é uma condição caracterizada pela redução da densidade, afinamento ou perda dos cabelos e pode acontecer por diferentes motivos. Embora muitas mulheres utilizem o termo “queda de cabelo” para qualquer alteração nos fios, existem vários tipos de

alopecia, e cada um possui características, causas e formas de tratamento diferentes.

Em algumas mulheres, o cabelo começa a ficar progressivamente mais fino e o couro cabeludo passa a aparecer. Em outras, surgem falhas específicas, queda intensa durante o banho ou até recuo da linha frontal dos cabelos.

Por isso, identificar corretamente qual tipo de alopecia feminina está presente é uma das etapas mais importantes antes de iniciar qualquer tratamento capilar.

Neste artigo, você vai entender o que é alopecia feminina, conhecer os principais tipos, aprender quais sinais devem ser observados e descobrir quais possibilidades de tratamento podem ser consideradas.

O que é alopecia feminina?

Alopecia é um termo utilizado para descrever condições que provocam perda, redução ou alteração significativa da densidade dos cabelos.

Isso significa que alopecia não é uma única doença.

Existem diferentes tipos de alopecia feminina, alguns temporários e outros progressivos. Também existem condições capazes de provocar perda permanente dos folículos capilares quando não são diagnosticadas adequadamente.

A alopecia pode se manifestar de várias maneiras:

  • afinamento progressivo dos fios;
  • redução do volume capilar;
  • aumento da exposição do couro cabeludo;
  • queda difusa;
  • surgimento de falhas;
  • recuo da linha frontal;
  • perda de cabelo em determinadas regiões;
  • redução ou perda das sobrancelhas.

Por isso, duas mulheres que dizem estar sofrendo com “queda de cabelo” podem apresentar condições completamente diferentes.

Qual a diferença entre queda de cabelo e alopecia?

Essa é uma dúvida muito comum.

A queda de cabelo é um sintoma que pode acontecer por diversos motivos.

Já a alopecia é uma condição que envolve alteração na quantidade, densidade, crescimento ou permanência dos fios.

Uma mulher pode apresentar, por exemplo, uma queda acentuada após uma cirurgia ou emagrecimento importante e desenvolver um quadro de eflúvio telógeno.

Outra pode não perceber grande quantidade de fios caindo, mas observar que o cabelo está ficando cada vez mais fino. Nesse caso, pode existir uma alopecia androgenética feminina.

Por isso, somente avaliar quantos fios estão caindo não é suficiente para entender o que está acontecendo.

Quais são os principais tipos de alopecia feminina?

Existem diversos tipos de alopecia. Alguns são mais frequentes e merecem atenção especial.

Entre os principais estão:

  • alopecia androgenética feminina;
  • eflúvio telógeno;
  • alopecia areata;
  • alopecia frontal fibrosante;
  • líquen plano pilar;
  • alopecias cicatriciais;
  • alopecia por tração.

Vamos entender cada uma delas.

1. Alopecia androgenética feminina

Alopecia feminina: o que é, principais tipos e como tratar

 

A alopecia androgenética feminina, também conhecida como alopecia de padrão feminino, é uma das causas mais frequentes de redução progressiva da densidade capilar em mulheres adultas.

Sua principal característica é a miniaturização dos folículos capilares.

O folículo continua existindo, mas passa progressivamente a produzir fios mais finos, curtos e frágeis.

Com o passar dos ciclos capilares, ocorre uma redução perceptível na densidade.

Principais sinais da alopecia androgenética feminina

Entre os sinais mais comuns estão:

  • risca central ficando mais larga;
  • couro cabeludo aparecendo principalmente no topo da cabeça;
  • fios progressivamente mais finos;
  • perda de volume;
  • diminuição da densidade capilar;
  • dificuldade de manter o comprimento e o volume que existiam anteriormente.

Uma característica importante é que nem sempre existe queda intensa.

Muitas pacientes procuram avaliação dizendo:

“Meu cabelo não está caindo tanto, mas está ficando cada vez mais ralo.”

Essa diferença é importante porque, na alopecia androgenética, a miniaturização pode ser mais evidente do que a quantidade de fios encontrada no banho.

2. Eflúvio telógeno

O eflúvio telógeno é caracterizado por uma queda difusa dos cabelos.

Nesse caso, uma quantidade maior de fios entra na fase de repouso do ciclo capilar e posteriormente se desprende.

A paciente geralmente percebe:

  • muitos fios durante o banho;
  • cabelo na escova;
  • fios no travesseiro;
  • grande quantidade de cabelo ao passar as mãos pela cabeça;
  • redução geral do volume.

O eflúvio pode acontecer após diferentes gatilhos, como:

  • cirurgias;
  • infecções;
  • febre;
  • doenças;
  • emagrecimento rápido;
  • dietas restritivas;
  • alterações nutricionais;
  • estresse intenso;
  • alterações hormonais;
  • determinados medicamentos.

Um detalhe importante é que o evento desencadeante pode ter acontecido algumas semanas ou meses antes da percepção da queda.

Alopecia androgenética e eflúvio telógeno podem acontecer juntos?

Sim.

Essa associação é extremamente importante.

Uma mulher pode já apresentar alopecia androgenética e, posteriormente, desenvolver um eflúvio telógeno após emagrecimento, doença, cirurgia ou outro evento.

Nessa situação, a paciente percebe uma piora rápida da densidade.

O eflúvio pode tornar uma alopecia que antes era pouco perceptível muito mais evidente.

Por isso, o diagnóstico não deve ser baseado somente em uma única característica.

3. Alopecia areata

A alopecia areata é uma condição imunomediada que pode provocar perda de cabelo em áreas específicas.

Uma das apresentações mais conhecidas é o surgimento de uma ou mais falhas arredondadas no couro cabeludo.

Entretanto, existem diferentes formas de apresentação.

A alopecia areata pode comprometer:

  • couro cabeludo;
  • sobrancelhas;
  • cílios;
  • barba;
  • outros pelos do corpo.

Ela apresenta características diferentes da alopecia androgenética e do eflúvio telógeno.

Por isso, quando surgem falhas repentinas, uma avaliação adequada é fundamental.

4. Alopecia frontal fibrosante

A alopecia frontal fibrosante é uma forma de alopecia cicatricial que merece atenção especial nas mulheres.

Sua principal característica é o recuo progressivo da linha frontal e temporal dos cabelos.

A paciente pode perceber que a testa parece estar ficando maior.

Também pode ocorrer:

  • perda ou rarefação das sobrancelhas;
  • recuo da linha capilar;
  • redução dos cabelos nas têmporas;
  • pequenas alterações ao redor dos folículos;
  • coceira;
  • ardência;
  • sensibilidade.

É uma condição especialmente importante porque pode causar dano permanente aos folículos afetados.

Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental.

5. Líquen plano pilar

O líquen plano pilar também pertence ao grupo das alopecias cicatriciais.

Ele envolve um processo inflamatório direcionado ao folículo capilar e pode provocar perda permanente nas regiões afetadas.

Algumas pacientes apresentam:

  • queda localizada;
  • áreas com redução de densidade;
  • vermelhidão;
  • descamação ao redor dos fios;
  • coceira;
  • ardência;
  • dor ou sensibilidade no couro cabeludo.

Esse tipo de quadro precisa ser diferenciado de alopecias não cicatriciais, pois a prioridade do tratamento pode envolver o controle do processo inflamatório.

6. Alopecias cicatriciais

“Alopecia cicatricial” não representa apenas uma doença específica.

É um grupo de condições em que ocorre destruição de estruturas fundamentais do folículo capilar.

Quando isso acontece, existe a possibilidade de perda permanente do cabelo naquela região.

Por isso, alguns sinais merecem atenção:

  • ardência constante;
  • couro cabeludo dolorido;
  • coceira intensa;
  • vermelhidão;
  • descamação ao redor dos fios;
  • áreas lisas sem abertura folicular;
  • progressão das falhas.

Em alguns casos, além da avaliação clínica e da tricoscopia, pode ser necessária avaliação dermatológica e biópsia do couro cabeludo.

7. Alopecia por tração

A alopecia por tração acontece quando os cabelos são submetidos repetidamente a tensão excessiva.

Pode estar relacionada a penteados que mantêm os fios muito puxados por longos períodos.

Entre os exemplos estão:

  • rabos de cavalo muito apertados;
  • coques;
  • tranças muito tensionadas;
  • extensões;
  • outros penteados que mantêm tração contínua sobre os folículos.

Inicialmente, retirar o fator de tração pode permitir recuperação em alguns casos.

Entretanto, quando a agressão permanece por muito tempo e existe dano permanente ao folículo, a perda pode se tornar irreversível.

O que pode causar alopecia feminina?

A causa depende do tipo de alopecia.

Diferentes fatores podem estar envolvidos, como:

  • predisposição genética;
  • alterações hormonais;
  • alterações imunológicas;
  • processos inflamatórios;
  • deficiências nutricionais;
  • perda rápida de peso;
  • doenças;
  • cirurgias;
  • medicamentos;
  • tensão repetitiva sobre os fios;
  • estresse fisiológico;
  • alterações relacionadas ao envelhecimento.

É justamente por existirem tantas possibilidades que um tratamento padrão para todas as pacientes não faz sentido.

Alopecia feminina pode estar relacionada aos hormônios?

Em alguns casos, sim.

Os hormônios podem influenciar o ciclo capilar e determinadas mulheres apresentam alterações associadas a fases específicas da vida.

Podem existir mudanças no cabelo durante:

  • pós-parto;
  • perimenopausa;
  • menopausa;
  • alterações dos andrógenos;
  • síndrome dos ovários policísticos;
  • mudanças relacionadas ao uso de anticoncepcionais.

Porém, nem toda mulher com alopecia androgenética apresenta alteração hormonal nos exames.

Por isso, a avaliação hormonal deve ser solicitada quando existe indicação clínica e não simplesmente porque existe queda capilar.

Menopausa pode piorar a alopecia feminina?

A menopausa pode coincidir com alterações importantes na densidade e na qualidade dos cabelos.

Com as mudanças hormonais que acontecem nesse período, algumas mulheres percebem:

  • redução do volume;
  • afinamento dos fios;
  • aumento da exposição do couro cabeludo;
  • mudança na textura do cabelo.

Além disso, a alopecia androgenética feminina tende a se tornar mais frequente com o avanço da idade.

Mas atribuir toda queda de cabelo após os 40 ou 50 anos simplesmente à menopausa pode ser um erro.

Outros tipos de alopecia também precisam ser considerados.

Como é feito o diagnóstico da alopecia feminina?

O diagnóstico começa com uma avaliação detalhada.

É necessário observar muito mais do que simplesmente a quantidade de fios que estão caindo.

Histórico da paciente

É importante entender:

  • quando a alteração começou;
  • se houve queda repentina ou progressiva;
  • se existe histórico familiar;
  • quais medicamentos são utilizados;
  • se houve emagrecimento;
  • se ocorreram cirurgias ou doenças recentes;
  • como está o ciclo menstrual;
  • se existe menopausa;
  • se houve mudanças hormonais;
  • como é a alimentação.

Avaliação do padrão da alopecia

O local onde o cabelo está diminuindo pode fornecer pistas importantes.

Uma risca central progressivamente mais larga pode sugerir um quadro diferente daquele de uma paciente com falhas circulares ou recuo da linha frontal.

Tricoscopia capilar

A tricoscopia é uma ferramenta extremamente importante na avaliação das alopecias.

Ela permite observar o couro cabeludo e os fios com aumento.

Com esse exame é possível avaliar características como:

  • espessura dos fios;
  • variação de diâmetro;
  • miniaturização;
  • densidade;
  • unidades foliculares;
  • características do couro cabeludo;
  • sinais inflamatórios;
  • alterações ao redor dos folículos.

Essas informações podem ajudar a diferenciar diferentes tipos de alopecia.

É preciso fazer exames de sangue?

Nem toda mulher com alopecia precisa realizar exatamente os mesmos exames.

A investigação deve ser individualizada.

Dependendo do histórico e dos sinais apresentados, podem ser avaliados fatores:

  • hormonais;
  • nutricionais;
  • metabólicos;
  • hematológicos;
  • tireoidianos.

Solicitar exames sem considerar a história clínica pode gerar uma grande quantidade de informações que nem sempre ajudam a explicar a causa da alopecia.

Alopecia feminina tem cura?

Essa resposta depende completamente do tipo de alopecia.

Existem condições temporárias, outras controláveis e outras que podem provocar perda permanente dos folículos.

Por exemplo, determinados casos de eflúvio telógeno podem apresentar recuperação após identificação e correção do gatilho.

Na alopecia androgenética feminina, o objetivo geralmente envolve controlar a progressão da miniaturização e melhorar a densidade dos fios que ainda apresentam potencial de resposta.

Já nas alopecias cicatriciais, controlar o processo inflamatório precocemente é particularmente importante porque um folículo destruído não volta a produzir cabelo naturalmente.

Por isso, não existe uma única resposta para a pergunta “alopecia tem cura?”.

Primeiro é preciso saber qual alopecia a paciente possui.

Como tratar alopecia feminina?

O tratamento da alopecia feminina depende do diagnóstico, do estágio do quadro e das características individuais da paciente.

De acordo com cada situação, a estratégia pode envolver:

  • tratamentos medicamentosos prescritos quando indicados;
  • tratamento de alterações hormonais ou metabólicas;
  • correção de deficiências nutricionais confirmadas;
  • controle de processos inflamatórios;
  • terapias voltadas ao couro cabeludo;
  • técnicas de estímulo folicular;
  • fotobiomodulação;
  • acompanhamento da evolução através da tricoscopia.

Nem todas essas estratégias são indicadas para todas as pacientes.

Como funciona o tratamento para alopecia feminina na Spazio Lins?

Na Spazio Lins, o primeiro passo é compreender qual alteração está acontecendo no couro cabeludo.

A paciente passa por uma avaliação individualizada para analisar o padrão de queda, rarefação e afinamento dos fios.

Também é importante avaliar se os folículos ainda estão ativos e quais estruturas apresentam possibilidade de resposta ao tratamento.

De acordo com o diagnóstico e a indicação de cada caso, os protocolos de tratamento capilar não cirúrgico da Spazio Lins podem utilizar diferentes recursos, entre eles:

  • terapias injetáveis no couro cabeludo;
  • laser capilar;
  • LED e fotobiomodulação;
  • ILIB;
  • protocolos voltados à saúde do couro cabeludo;
  • estratégias de estímulo folicular;
  • home care;
  • suporte oral ou nutricional quando indicado;
  • acompanhamento através da tricoscopia.

A escolha das terapias não é igual para todas as alopecias.

Uma paciente com alopecia androgenética não deve necessariamente receber a mesma estratégia de uma paciente com eflúvio telógeno ou uma condição inflamatória.

É possível tratar alopecia feminina sem transplante?

Em muitos casos, existem estratégias não cirúrgicas que podem ser consideradas.

O ponto fundamental é avaliar as condições dos folículos.

Quando ainda existem folículos ativos e viáveis, pode haver possibilidade de trabalhar a saúde do couro cabeludo, controlar fatores associados e estimular estruturas que ainda apresentam potencial de resposta.

Por isso, transplante capilar não precisa ser automaticamente a primeira opção de toda mulher com cabelo ralo.

Na Spazio Lins, a indicação é avaliada de acordo com cada caso.

Existem pacientes que podem se beneficiar de tratamento não cirúrgico, enquanto situações em que houve perda definitiva de unidades foliculares podem exigir outras estratégias.

Quanto antes tratar a alopecia, melhor?

Em condições progressivas, o diagnóstico precoce pode ser especialmente importante.

Na alopecia androgenética, a miniaturização pode continuar ao longo dos anos.

Nas alopecias cicatriciais, existe uma preocupação ainda maior porque o processo pode destruir definitivamente os folículos.

Por isso, sinais como:

  • risca ficando mais larga;
  • couro cabeludo aparecendo;
  • fios afinando;
  • perda de volume;
  • falhas;
  • recuo da linha frontal;
  • perda das sobrancelhas;

não devem ser ignorados.

Não é necessário esperar que a alopecia fique avançada para procurar avaliação.

Conclusão

A alopecia feminina não é uma única condição.

Existem diferentes tipos de alopecia e cada um pode apresentar causas, padrões de perda e necessidades de tratamento completamente diferentes.

Alopecia androgenética feminina, eflúvio telógeno, alopecia areata, alopecia frontal fibrosante, líquen plano pilar, alopecias cicatriciais e alopecia por tração estão entre os quadros que precisam ser considerados durante uma investigação.

Por isso, tratar somente a “queda de cabelo” sem identificar o diagnóstico pode atrasar a abordagem correta.

Se você percebe que seus cabelos estão ficando mais finos, sua risca está aumentando, surgiram falhas ou o couro cabeludo está cada vez mais aparente, procure uma avaliação.

Na Spazio Lins, cada caso é analisado individualmente para compreender o tipo de alteração, avaliar os folículos e definir quais estratégias de tratamento capilar podem ser indicadas.

Agende sua avaliação na Spazio Lins e descubra qual pode ser a melhor estratégia para cuidar da saúde dos seus cabelos.

Referências científicas

  1. Female-pattern hair loss: therapeutic update — Anais Brasileiros de Dermatologia

Revisão científica sobre alopecia androgenética feminina, miniaturização dos folículos e principais alternativas terapêuticas.

Acessar o artigo científico completo

  1. Female Pattern Hair Loss: a clinical and pathophysiological review — Anais Brasileiros de Dermatologia

Revisão científica que aborda características clínicas, fisiopatologia, diagnóstico e diferenciação da alopecia de padrão feminino.

Acessar o artigo científico completo

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