Queda de cabelo feminino: 12 causas que precisam ser investigadas

Queda de cabelo feminino: 12 causas que precisam ser investigadas

A queda de cabelo feminino pode acontecer por diversos motivos e nem sempre está relacionada a uma única causa. Alterações hormonais, deficiências nutricionais, predisposição genética, estresse, emagrecimento, doenças do couro cabeludo e até alguns medicamentos podem interferir no ciclo de crescimento dos fios.

 

Encontrar alguns fios no banho, na escova ou no travesseiro faz parte do ciclo natural do cabelo. O que merece atenção é quando essa quantidade aumenta significativamente, o volume começa a diminuir, a risca do cabelo fica mais larga ou o couro cabeludo passa a ficar mais visível.

Por isso, diante de uma queda de cabelo feminino excessiva, o ideal não é apenas procurar produtos para estimular o crescimento. Antes de iniciar qualquer estratégia, é importante investigar o que está acontecendo e identificar qual alteração está interferindo na saúde capilar.

Neste artigo, você vai conhecer 12 causas de queda de cabelo feminino que precisam ser investigadas.

Quando a queda de cabelo feminino merece atenção?

Cada pessoa possui um ciclo capilar próprio. Por isso, mais importante do que tentar contar exatamente quantos fios caem diariamente é perceber mudanças no padrão habitual.

Alguns sinais merecem investigação:

  • aumento perceptível da queda durante o banho;
  • muitos fios na escova ou no travesseiro;
  • redução do volume dos cabelos;
  • rabo de cavalo ficando mais fino;
  • aumento da largura da risca central;
  • couro cabeludo ficando mais aparente;
  • afinamento progressivo dos fios;
  • surgimento de áreas com falhas;
  • recuo da linha frontal;
  • perda de sobrancelhas associada;
  • coceira, ardência ou sensibilidade no couro cabeludo.

Um ponto muito importante é entender que queda de cabelo é um sintoma e não necessariamente um diagnóstico.

Existem diferentes tipos de alopecia e alterações do ciclo capilar que podem apresentar manifestações semelhantes. Por isso, descobrir a causa é fundamental antes de definir o tratamento.

1. Alopecia androgenética feminina

A alopecia androgenética feminina, também conhecida como alopecia de padrão feminino, é uma das causas mais importantes de redução progressiva da densidade capilar nas mulheres.

Ela está relacionada a um processo chamado miniaturização folicular.

Nesse processo, determinados folículos passam gradualmente a produzir fios mais finos, curtos e delicados. Com o passar do tempo, o couro cabeludo pode ficar cada vez mais visível.

Entre os sinais mais frequentes estão:

  • aumento da risca central;
  • redução da densidade na região superior da cabeça;
  • afinamento progressivo dos fios;
  • perda de volume capilar.

Alopecia androgenética pode acontecer sem uma queda intensa

 Queda de cabelo feminino: 12 causas que precisam ser investigadas

Esse é um detalhe que muitas mulheres desconhecem.

Nem sempre quem possui alopecia androgenética percebe grandes quantidades de cabelo caindo.

Em alguns casos, a principal percepção é simplesmente:

“Meu cabelo sempre foi cheio e agora está ficando cada vez mais fino.”

Isso acontece porque o problema pode estar principalmente na miniaturização dos fios.

2. Eflúvio telógeno

O eflúvio telógeno é outra causa muito frequente de queda difusa dos cabelos.

Ele acontece quando uma quantidade maior de fios entra na fase de repouso do ciclo capilar e posteriormente se desprende.

A mulher pode perceber bastante cabelo:

  • durante o banho;
  • ao pentear;
  • no travesseiro;
  • ao passar as mãos pelos fios.

Diversos acontecimentos podem funcionar como gatilho, entre eles:

  • cirurgias;
  • doenças;
  • febre;
  • estresse intenso;
  • emagrecimento rápido;
  • dietas restritivas;
  • alterações nutricionais;
  • mudanças hormonais;
  • determinados medicamentos.

Um detalhe importante é que a queda nem sempre começa imediatamente após o evento que causou o problema.

O gatilho pode ter acontecido algumas semanas ou meses antes.

Por isso, durante a avaliação capilar, é importante investigar o histórico recente da paciente.

3. Deficiência de ferro

Alterações relacionadas ao ferro também podem estar envolvidas em determinados quadros de queda de cabelo feminino.

Mulheres podem apresentar maior risco de deficiência dependendo de fatores como:

  • menstruação intensa;
  • alimentação inadequada;
  • dietas restritivas;
  • alterações de absorção;
  • cirurgias do aparelho digestivo;
  • outras condições clínicas.

A ferritina é um dos marcadores que podem ser avaliados durante a investigação, mas nenhum exame deve ser interpretado isoladamente.

O resultado precisa ser relacionado ao histórico clínico e aos demais exames da paciente.

4. Alterações da tireoide

A tireoide exerce influência sobre diversos processos metabólicos do organismo.

Alterações em seu funcionamento podem estar associadas a mudanças nos cabelos, pele, unhas e metabolismo.

Dependendo do caso, uma mulher com queda capilar difusa pode precisar realizar uma investigação da função tireoidiana.

Por isso, sintomas gerais associados à queda também devem ser considerados durante a avaliação.

5. Emagrecimento rápido

Uma perda significativa de peso em um curto período pode alterar o ciclo capilar.

Isso pode acontecer principalmente quando o emagrecimento está associado a:

  • baixa ingestão de proteínas;
  • redução importante das calorias;
  • deficiência de vitaminas e minerais;
  • alteração do metabolismo do ferro;
  • mudanças metabólicas importantes.

A queda pode aparecer algum tempo depois do emagrecimento.

Por isso, quando uma paciente relata perda importante de peso nos meses anteriores, essa informação precisa fazer parte da investigação da queda capilar.

6. Deficiências nutricionais

A formação e o crescimento dos cabelos dependem de diferentes nutrientes.

Dependendo da história clínica, podem ser investigados:

  • ferro;
  • zinco;
  • vitamina B12;
  • ácido fólico;
  • vitamina D;
  • proteínas;
  • outros micronutrientes.

Entretanto, isso não significa que toda queda de cabelo esteja relacionada à falta de vitaminas.

Esse é um erro bastante comum.

Tomar suplementos aleatoriamente sem descobrir a causa da queda pode não trazer o resultado esperado e ainda atrasar a investigação de uma alopecia.

7. Alterações hormonais

Os hormônios também exercem influência sobre o ciclo dos cabelos.

Algumas fases ou condições podem estar associadas a mudanças importantes:

  • pós-parto;
  • perimenopausa;
  • menopausa;
  • síndrome dos ovários policísticos;
  • alterações dos andrógenos;
  • mudanças no uso de anticoncepcionais.

Quando existem outros sintomas associados, como acne, irregularidade menstrual, aumento de pelos corporais ou outras alterações, a investigação hormonal pode ser especialmente relevante.

8. Estresse físico ou emocional

Períodos de grande estresse também podem interferir no ciclo capilar.

Isso inclui tanto o estresse emocional quanto situações que representam um grande estresse para o próprio organismo.

Podem funcionar como gatilho:

  • problemas emocionais intensos;
  • cirurgias;
  • infecções;
  • doenças;
  • privação importante de sono;
  • mudanças bruscas na rotina;
  • recuperação de doenças.

Novamente, o cabelo pode não começar a cair exatamente no momento do acontecimento.

Existe a possibilidade de a queda aparecer algum tempo depois.

9. Alopecia areata

A presença de falhas localizadas no couro cabeludo merece atenção.

Uma das possibilidades é a alopecia areata.

Ela pode provocar áreas bem delimitadas de perda de cabelo e possui características diferentes da alopecia androgenética e do eflúvio telógeno.

Existem diferentes apresentações da alopecia areata e, por isso, a avaliação adequada é fundamental.

A tricoscopia pode auxiliar na identificação de características específicas e no diagnóstico diferencial.

10. Alopecias cicatriciais

Alguns tipos de alopecia apresentam um processo inflamatório capaz de comprometer permanentemente estruturas do folículo capilar.

São chamadas de alopecias cicatriciais.

Essa é uma das razões pelas quais nem toda queda de cabelo deve ser tratada apenas com produtos estimulantes.

Dependendo do tipo de alopecia, controlar o processo inflamatório pode ser uma prioridade.

Alguns sinais que merecem atenção incluem:

  • coceira;
  • ardência;
  • dor;
  • sensibilidade;
  • vermelhidão;
  • descamação ao redor dos fios;
  • falhas progressivas.

Em situações específicas pode ser necessária avaliação dermatológica complementar e até biópsia do couro cabeludo.

11. Alopecia frontal fibrosante

A alopecia frontal fibrosante é um tipo de alopecia cicatricial que merece atenção principalmente quando existe recuo progressivo da linha do cabelo.

Entre as alterações que podem aparecer estão:

  • linha frontal ficando mais distante;
  • aumento aparente da testa;
  • rarefação nas regiões temporais;
  • perda parcial ou total das sobrancelhas;
  • sinais inflamatórios próximos aos fios.

Como se trata de uma condição que pode comprometer permanentemente o folículo, o reconhecimento precoce é especialmente importante.

Nem toda mulher que percebe a testa aumentando está simplesmente passando por uma mudança relacionada à idade.

É importante investigar.

12. Medicamentos e outras condições de saúde

Alguns medicamentos e condições de saúde também podem interferir no ciclo dos cabelos.

Por isso, durante uma avaliação capilar, é importante informar todos os medicamentos e suplementos utilizados.

Também é relevante contar se houve recentemente:

  • cirurgias;
  • doenças;
  • internações;
  • alterações hormonais;
  • emagrecimento;
  • mudança na alimentação;
  • início ou retirada de medicamentos;
  • alterações importantes no ciclo menstrual.

Um ponto importante:

Não suspenda medicamentos prescritos por conta própria ao perceber queda de cabelo.

Primeiro é necessário investigar se realmente existe relação entre o medicamento e a alteração capilar.

Como descobrir a causa da queda de cabelo feminino?

Não existe uma única avaliação que seja igual para todas as pacientes.

A investigação precisa considerar diversos aspectos.

Histórico clínico

É necessário entender quando a queda começou, como ela evoluiu e quais acontecimentos ocorreram nos meses anteriores.

Também devem ser avaliadas doenças pré-existentes, medicamentos, cirurgias, alimentação, emagrecimento e alterações hormonais.

Avaliação do couro cabeludo

O local onde ocorre a rarefação pode fornecer informações importantes.

Uma paciente com alopecia androgenética pode apresentar um padrão completamente diferente de outra com alopecia frontal fibrosante ou alopecia areata.

Tricoscopia capilar

A tricoscopia permite observar o couro cabeludo e os fios com aumento.

Ela pode auxiliar na avaliação de:

  • densidade capilar;
  • espessura dos fios;
  • miniaturização;
  • unidades foliculares;
  • características do couro cabeludo;
  • sinais inflamatórios;
  • diferenças entre regiões.

Essas informações ajudam no diagnóstico diferencial das alopecias.

Exames laboratoriais

Os exames precisam ser solicitados de acordo com o quadro de cada pessoa.

Dependendo da história clínica, pode ser necessário investigar fatores:

  • nutricionais;
  • metabólicos;
  • hormonais;
  • hematológicos.

Não existe um único painel de exames que seja adequado para todas as mulheres com queda capilar.

Queda de cabelo feminino tem tratamento?

Em muitos casos existem possibilidades de tratamento, mas a estratégia depende diretamente da causa.

Uma paciente com alopecia androgenética possui necessidades diferentes de uma mulher com eflúvio telógeno.

Da mesma maneira, uma alopecia cicatricial exige uma abordagem diferente.

É justamente por isso que o tratamento deve começar pelo diagnóstico.

Como a Spazio Lins trata a queda de cabelo feminino?

Na Spazio Lins, cada paciente passa por uma avaliação individualizada antes da definição do protocolo.

O objetivo é entender o que está acontecendo com o couro cabeludo, avaliar o padrão de rarefação e verificar as condições dos folículos.

A partir dessa avaliação, os tratamentos podem envolver diferentes estratégias e tecnologias, de acordo com a necessidade de cada caso.

Entre os recursos utilizados nos protocolos capilares da Spazio Lins podem estar:

  • terapias injetáveis no couro cabeludo;
  • laser capilar;
  • fotobiomodulação;
  • LED;
  • ILIB;
  • protocolos voltados à saúde do couro cabeludo;
  • estratégias para estímulo folicular;
  • suporte oral e nutricional quando indicado;
  • home care;
  • acompanhamento através da tricoscopia.

O mais importante é compreender que não existe um protocolo único para todas as alopecias.

A estratégia é definida de acordo com o diagnóstico, estágio da alteração e condições dos folículos.

É possível tratar a queda sem transplante capilar?

Em alguns casos, sim.

Quando ainda existem folículos ativos e viáveis, tratamentos não cirúrgicos podem ser considerados com o objetivo de melhorar as condições do couro cabeludo, controlar fatores associados e estimular estruturas que ainda apresentam potencial de resposta.

Por isso, o transplante capilar não precisa ser automaticamente a primeira escolha de toda pessoa que apresenta afinamento ou redução de densidade.

Na Spazio Lins, a indicação é analisada individualmente.

Quando existe possibilidade de tratamento dos folículos ainda ativos, estratégias não cirúrgicas podem ser utilizadas.

Já em áreas onde houve perda definitiva das unidades foliculares, outras alternativas podem precisar ser consideradas.

Por que não esperar a queda aumentar?

Algumas alopecias são progressivas.

Na alopecia androgenética feminina, por exemplo, o processo de miniaturização pode continuar ao longo do tempo.

Nas alopecias cicatriciais existe ainda uma preocupação adicional: determinadas formas podem provocar dano permanente ao folículo.

Por isso, perceber alterações como:

  • cabelo ficando mais fino;
  • aumento da risca;
  • couro cabeludo aparecendo;
  • redução do volume;
  • recuo da linha frontal;

é motivo suficiente para procurar uma avaliação.

Não é necessário esperar que a rarefação esteja avançada.

Conclusão

A queda de cabelo feminino pode ter diversas causas e, justamente por isso, não deve ser tratada como um problema único.

Alopecia androgenética, eflúvio telógeno, deficiência de ferro, alterações nutricionais, tireoide, emagrecimento rápido, alterações hormonais, estresse, alopecia areata, alopecias cicatriciais, alopecia frontal fibrosante e determinados medicamentos estão entre os fatores que podem precisar ser investigados.

Mais importante do que simplesmente tentar interromper a queda é descobrir por que o cabelo está caindo ou afinando.

Se você percebeu aumento da queda, redução de volume, afinamento dos fios ou maior exposição do couro cabeludo, a Spazio Lins realiza uma avaliação individualizada para investigar o quadro e definir quais estratégias podem ser indicadas para o seu caso.

Agende sua avaliação na Spazio Lins e descubra o que está acontecendo com a saúde dos seus cabelos.

Referências científicas

Para quem deseja aprofundar o conhecimento científico sobre queda de cabelo feminino e alopecias, selecionamos duas revisões disponíveis na base científica PubMed Central:

  1. Female Pattern Hair Loss: a clinical and pathophysiological review
    Artigo científico publicado nos Anais Brasileiros de Dermatologia, abordando alopecia de padrão feminino, miniaturização folicular, diagnóstico e fisiopatologia. (PubMed Central (PMC)⁠)
    Acessar o artigo científico completo
  2. Telogen Effluvium: A Review
    Revisão científica sobre eflúvio telógeno, uma das principais causas de queda difusa dos cabelos, incluindo possíveis gatilhos e investigação. (PubMed Central (PMC)⁠)
    Acessar o artigo científico completo

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