Queda de cabelo na menopausa: por que acontece e o que pode ser feito

Queda de cabelo na menopausa: por que acontece e o que pode ser feito

A queda de cabelo na menopausa é uma queixa comum entre mulheres que percebem redução do volume, fios mais finos e aumento da exposição do couro cabeludo durante essa fase da vida.

 

As mudanças hormonais que acontecem na perimenopausa e na menopausa podem interferir no ciclo capilar e favorecer alterações na densidade dos cabelos. Porém, nem toda queda nessa fase deve ser atribuída apenas aos hormônios.

Alopecia androgenética feminina, eflúvio telógeno, alterações nutricionais, doenças da tireoide e até alopecias cicatriciais também podem aparecer ou se tornar mais evidentes nesse período.

Por isso, quando o cabelo começa a ficar mais ralo após os 40 ou 50 anos, o ideal é investigar antes de simplesmente considerar a alteração como algo “normal da idade”.

Por que o cabelo muda na menopausa?

Durante a transição para a menopausa ocorre uma redução progressiva da atividade ovariana e mudanças importantes nos níveis hormonais, especialmente do estrogênio.

Os hormônios participam da regulação do ciclo dos cabelos.

Com essas mudanças, algumas mulheres podem perceber:

  • redução do volume;
  • fios mais finos;
  • crescimento mais lento;
  • maior exposição do couro cabeludo;
  • aumento da largura da risca;
  • mudança na textura dos fios.

Entretanto, a resposta é individual.

Algumas mulheres passam pela menopausa praticamente sem alterações capilares importantes, enquanto outras percebem mudanças significativas.

Menopausa causa queda de cabelo?

Queda de cabelo na menopausa: por que acontece e o que pode ser feito

Pode contribuir, mas nem sempre é a única causa.

A menopausa pode coincidir com o aparecimento ou progressão de determinadas condições capilares.

Uma das mais importantes é a alopecia androgenética feminina, também chamada de alopecia de padrão feminino.

Ela provoca miniaturização progressiva dos folículos, fazendo com que os fios fiquem cada vez mais finos.

Por isso, muitas mulheres não percebem uma queda intensa, mas observam que o cabelo está progressivamente mais ralo.

Como é a alopecia androgenética na menopausa?

Na mulher, o padrão costuma ser diferente da calvície masculina.

É comum perceber:

  • aumento da risca central;
  • afinamento na região superior da cabeça;
  • diminuição do volume;
  • couro cabeludo mais aparente;
  • fios progressivamente mais finos.

A linha frontal geralmente permanece relativamente preservada.

Uma frase bastante frequente entre pacientes é:

“Meu cabelo não está caindo tanto, mas está ficando cada vez mais fino.”

Esse pode ser um sinal de miniaturização.

Queda intensa na menopausa pode ser eflúvio telógeno?

Sim.

Quando existe uma queda muito intensa e difusa, outras causas também precisam ser consideradas.

O eflúvio telógeno pode acontecer após diferentes gatilhos, como:

  • emagrecimento rápido;
  • dietas restritivas;
  • estresse intenso;
  • doenças;
  • cirurgias;
  • alterações nutricionais;
  • mudanças hormonais;
  • determinados medicamentos.

Por isso, nem toda queda intensa nessa fase significa alopecia androgenética.

Também é possível apresentar as duas condições ao mesmo tempo.

Falta de nutrientes pode piorar a queda?

Pode.

Dependendo do histórico clínico, alterações nutricionais podem contribuir para queda e redução da qualidade dos fios.

Podem ser investigados, quando houver indicação:

  • ferro e ferritina;
  • vitamina B12;
  • ácido fólico;
  • vitamina D;
  • zinco;
  • proteínas.

Isso não significa que toda mulher na menopausa precise tomar suplementos para o cabelo.

O ideal é identificar se realmente existe alguma deficiência antes de suplementar.

A tireoide também precisa ser investigada?

Dependendo do caso, sim.

Alterações da função tireoidiana podem provocar queda difusa e mudanças na qualidade dos cabelos.

Como alguns sintomas relacionados à tireoide podem se confundir com sintomas dessa fase da vida, a avaliação clínica se torna ainda mais importante.

Quando existe indicação, exames podem fazer parte da investigação.

E a alopecia frontal fibrosante?

Essa é uma condição que merece atenção especial nas mulheres durante e após a menopausa.

A alopecia frontal fibrosante é uma alopecia cicatricial que pode causar:

  • recuo da linha frontal dos cabelos;
  • aumento aparente da testa;
  • rarefação nas têmporas;
  • perda das sobrancelhas;
  • ardência ou coceira;
  • vermelhidão ao redor dos fios.

Ela é particularmente importante porque pode destruir permanentemente os folículos afetados.

Por isso, uma mulher que percebe a linha frontal recuando não deve simplesmente considerar essa mudança como consequência natural da idade.

Reposição hormonal resolve a queda de cabelo?

Não necessariamente.

Essa é uma dúvida frequente.

Apesar de os hormônios influenciarem o ciclo capilar, a queda de cabelo na menopausa pode ter diferentes causas.

Por isso, a reposição hormonal não deve ser iniciada com o objetivo de tratar o cabelo sem uma avaliação médica completa.

A decisão sobre terapia hormonal envolve diversos fatores relacionados à saúde da mulher e deve ser feita pelo profissional responsável pelo acompanhamento ginecológico ou endocrinológico.

Além disso, uma mulher pode apresentar alopecia androgenética mesmo com exames hormonais dentro dos padrões esperados.

Como descobrir a causa da queda na menopausa?

O primeiro passo é avaliar o padrão da alteração.

É importante entender:

  • quando a queda começou;
  • se existe afinamento;
  • se houve aumento da risca;
  • se o couro cabeludo está aparecendo;
  • se existe perda das sobrancelhas;
  • se houve emagrecimento;
  • quais medicamentos estão sendo utilizados;
  • se existem doenças associadas.

Qual a importância da tricoscopia?

A tricoscopia permite analisar os fios e o couro cabeludo com aumento.

Ela pode ajudar a identificar:

  • miniaturização dos fios;
  • diferenças de espessura;
  • redução de densidade;
  • características dos folículos;
  • sinais inflamatórios;
  • padrões compatíveis com diferentes alopecias.

Isso é importante porque cabelo fino na menopausa não representa necessariamente uma única condição.

Queda de cabelo na menopausa tem tratamento?

Em muitos casos, existem possibilidades de tratamento.

Mas a estratégia depende da causa.

Uma mulher com alopecia androgenética possui necessidades diferentes de outra com eflúvio telógeno.

Da mesma forma, uma paciente com alopecia frontal fibrosante precisa de uma abordagem voltada inicialmente ao controle da doença inflamatória.

Dependendo do diagnóstico, podem ser considerados:

  • tratamentos medicamentosos quando indicados;
  • correção de deficiências;
  • acompanhamento hormonal ou metabólico;
  • controle de processos inflamatórios;
  • estratégias para estímulo dos folículos;
  • fotobiomodulação;
  • acompanhamento da evolução capilar.

Como funciona o tratamento na Spazio Lins?

Na Spazio Lins, mulheres que apresentam queda ou afinamento dos cabelos durante a menopausa passam por uma avaliação individualizada.

O objetivo é entender se existe:

  • alopecia androgenética;
  • eflúvio telógeno;
  • miniaturização;
  • alterações do couro cabeludo;
  • sinais inflamatórios;
  • fatores nutricionais ou hormonais associados.

Também avaliamos quais folículos ainda estão ativos e apresentam potencial de resposta.

Após a investigação, o protocolo pode envolver, de acordo com a indicação:

  • terapias injetáveis no couro cabeludo;
  • laser capilar;
  • LED e fotobiomodulação;
  • ILIB;
  • estratégias voltadas à saúde do couro cabeludo;
  • estímulo folicular;
  • suporte oral ou nutricional quando necessário;
  • home care;
  • acompanhamento através da tricoscopia.

O tratamento é individualizado porque nem toda queda de cabelo na menopausa possui a mesma origem.

É possível recuperar cabelos que ficaram finos?

Depende principalmente das condições dos folículos.

Quando ainda existem folículos ativos, pode haver possibilidade de melhorar a espessura e a densidade dos fios com o tratamento adequado.

Quando existe perda definitiva do folículo, como pode acontecer em determinadas alopecias cicatriciais, a recuperação natural naquela estrutura já não ocorre.

Por isso, investigar precocemente faz diferença.

Conclusão

A queda de cabelo na menopausa pode estar relacionada às mudanças hormonais dessa fase, mas nem sempre os hormônios são a única explicação.

Alopecia androgenética, eflúvio telógeno, alterações nutricionais, problemas da tireoide e alopecia frontal fibrosante também precisam ser considerados.

Por isso, se você percebe que seu cabelo está ficando mais fino, sua risca aumentou, o couro cabeludo começou a aparecer ou a linha frontal está recuando, vale a pena investigar.

Na Spazio Lins, cada caso é analisado individualmente para identificar o que está acontecendo e quais estratégias podem ser indicadas de acordo com a condição dos folículos.

Está percebendo queda ou afinamento dos cabelos durante a menopausa? Agende sua avaliação na Spazio Lins e descubra qual pode ser a causa.

Referências científicas

  1. Menopause, skin and common dermatoses. Part 1: hair disorders

Revisão científica específica sobre menopausa e alterações capilares, incluindo alopecia de padrão feminino, ciclo capilar e alopecia frontal fibrosante.

Acessar o artigo científico completo⁠

  1. Female pattern hair loss: A clinical, pathophysiologic, and therapeutic review

Revisão científica sobre alopecia de padrão feminino, miniaturização folicular, diagnóstico e possibilidades terapêuticas.

Acessar o artigo científico completo⁠

 

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